terça-feira, 26/02/2008 

Que o ser humano deveria tornar-se um ser mais humano todos sabemos, mas não é sobre a humanidade que quero falar agora - quero falar sobre cavalos. Volte alguns séculos no tempo, como tenho feito ultimamente ao prestar mais atenção à minha coleção de DVDs épicos, e repare que muitas vezes no dia a dia nós nos assemelhamos aos cavalos. Enquanto reis se esforçavam para manter o poder sobre seus reinos e cavaleiros travavam batalhas mortais para defender os interesses dos próprios reis, qual era o papel dos cavalos em relação às guerras? Eram criados e adestrados com apenas um intuito: servir. Se um cavalo era ferido em batalha era também, e consequentemente, sacrificado; não para evitar seu sofrimento, mas sim porque já não tinha mais serventia. Ninguém sentia dó ao matar um cavalo, até porque atingindo o animal tornava-se mais fácil fazer o mesmo com o inimigo.

Percebem? Nós somos cavalos. Vivemos uma guerra diária, onde a disputa de poderes nos divide em dois grupos: os úteis e os inúteis. Você pode ter a certeza absoluta de que é importante e, no momento seguinte, descobre que já não passa de algo sem utilidade que será sacrificado para que não atrapalhe. E, o mais triste, é que estamos em pleno século XXI, mas ainda somos cavalos.



© Beta de Felippe
arquivado em: Filosofices


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1 comentário em “Sobre cavalos”

26/02/2008 às 21:33 hs

Oi Roberta!
Adoro ler seus textos… e fico muito feliz por tu voltar a escrever. Coloquei um alerta no meu msn, pra receber seus post.

Abraço

Renata



















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