domingo, 30/03/2008 

Fiquei imaginando quantas vezes você já chorou sozinho, com o rosto escondido pelo travesseiro. Desejei estar ao seu lado em todas elas, passar um pouco da minha segurança, envolvê-lo em meus braços da forma mais confortante possível. Busquei sem que você notasse seu olhar inocente e só o que encontrei foi um semblante agoniado. Como quem nada espera em troca, enviei as melhores energias que pude e cheguei a adormecer, para não sei quanto tempo depois acordar com a sensação de estar ao seu lado. Não estava.

Ou será que estava? Esta sou eu, a que se doa, a que oferece sem pedir para receber. A incondicional. E foi assim, vivenciando um sentimento singular, que me senti preparada para confessar:

Passei horas apenas observando seu rosto e você não soube. Acordei da realidade para viver um sonho que eu mesma criei, que moldei da forma mais bonita. Pensei em mil e uma maneiras de demonstrar como me sinto agora, mas só o que consegui fazer foi me perder em tentativas e na escolha das palavras. Sou boa com palavras, você sabe. Mas elas me faltaram. Sim, no instante exato em que tomei coragem, elas me faltaram. Então preparei cuidadosamente uma antologia sentimental. Logo eu, que lhe parecia tão inacessível, agora preciso emprestar palavras para te fazer entender. Se, em meio à dúvida, você imaginar nem que seja por apenas um instante que elas são para você, terá valido a pena.



© Beta de Felippe
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sexta-feira, 28/03/2008 

Eu acredito no Destino, mas acredito no livre-arbítrio também. Costumo dizer que o Destino dá as cartas e quem joga sou eu. Sim, tenho jogado bastante ultimamente. Não sei no quê isso dará, mas tenho certeza de que sairei vencedora, de uma forma ou de outra. Quando se fala em Destino a tendência é acharmos que tudo está escrito, que somos uma espécie de marionete criada pelo tal Deus para seu próprio divertimento, porque Ele não deve ter nada melhor para fazer lá no céu ou onde quer que se encontre. Pois bem, creio que não seja nada disso.

Imagine: você acorda pela manhã e o sol está lá fora, sim, mas se você não abrir a janela e a cortina o seu quarto continuará escuro. Ou não. Você pode acender a luz e pronto.

A vida é assim, as coisas são colocadas ao nosso alcance e nós decidimos se as agarramos. O problema é que tudo que é bom a gente agarra com tanto cuidado, que às vezes acaba deixando escapar. Então, quando isso acontece, não adianta colocar a culpa no Destino. O vacilo terá sido seu.



© Beta de Felippe
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